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Por Marlon Fernandes, Terça-feira, 19 de Abril de 2016 - Atualizado em 19/04/2016 16:54

Visão Política: A briga pelo poder que não prioriza o povo


A deturpação dos valores maquiam a real necessidade de um povo.

Pensando assim, resolvi dividir um pouco da indecisão que tenho sobre essa tumultuada incoerência de onde ou quem está com a razão.

Numa sociedade que tem como principal orientação de um povo, a democracia, talvez após 30 anos de um Estado democrata tenhamos dado um passo atrás, se não, ao menos deixamos de caminhar e ficamos paralisados quando o momento se apresenta oportuno para mais um passo em prol de uma democracia sólida e consistente.

Apesar de um momento conturbado a avaliação precisa ser mais nossa do que assistida, mais própria do que a tendenciosa.  Um Impedimento não pode ser tratado  de forma tão leviana. Quando percebemos a precariedade do momento em que estamos vivendo surgem varias perguntas que podem nos tirar a sensação de estarmos fazendo história. São insanos os motivos dessa guerra. É a briga pelo poder e não a luta por um povo. Se quem está é ruim quem vai assumir não deveria ser pior. E eu novamente me perco nas perguntas que tiram a minha satisfação de estar vivendo um momento histórico.

Nós não deveríamos apenas trocar as peças e sim a forma de governar. Talvez estejam ofuscando os objetivos que deveriam reger nossas manifestações. Ao invés de lutarmos contra ou a favor de um Impedimento Presidencial, não seria melhor por objetivos mais específicos?

Nossas manifestações poderiam ser para que a prática da corrupção se tornasse crime hediondo, poderiam ser em favor do fim do voto de legenda, que à custa de alguém, previamente honesto, se elegem inúmeros corruptos, poderiam gritar por nossas reformas. Mas as nossas manifestações, infelizmente, estão sendo direcionadas. Seja pelo teor de política que as acompanha, seja pela mídia que a potencializa quando lhe é conveniente.

É amigos, há o grito, o clamor de um povo que sofre dia a dia, mas que tem usurpado o direito ao que lutar. Quem nos representa descumpre o requisito primordial para defender o ideal de um povo, a honestidade. De todos os nossos políticos mais de 70% respondem processos por desvio de moralidade. E é por isso que nós somos motivados a tomar decisões esperadas, calculadas, para que o sistema continue a funcionar incorretamente. Isso mesmo, incorretamente.

Mesmo que o caminho pareça longo e a caminhada dificultosa, jamais deixe de seguir por que os cacos lhe sangram os pés. É preciso haver algo que valha a pena aos finais das caminhadas. É preciso haver.

Por
Marlon Fernandes

 


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